segunda-feira, 10 de março de 2014

O Dia da Mulher

Aproveitano o dia do mulher neste ultimo sábado eu vim aqui propor uma reflexão aos cuecas de plantão. O dia da mulher não é só pra você dizer parabéns, mandar flores e agradar não. É um dia pra você refletir sobre como as mulheres são tratadas em nossa sociedade.

Por exemplo, há um tempo atrás eu vi uma reportagem que para uma mulher assumir um cargo de delegada na Bahia ela teria que se sujeitar a exames vaginais super desconfortáveis. Pra que? Só pode ter sido idéia de homem que não quer ver mulher trabalhando como delegada. Nada mais justo do que exigir também um exame de toque em todo homem que queira ser delegado. Dai a gente vê se sensibiliza ou não.

Sensibilizar? Que é isso, mano? Já não basta minha mãe, minha namorada/esposa me cobrando para ser mais sensível? Agora vem esse cueca me cobrar isso também? Sim filho, mas eu não quero saber o que você tá sentindo não. Eu quero é que pelo menos uma vez na sua vida você se coloque no lugar dos outros antes de despejar sua opinião de menino mimado em todos ao seu redor. O vídeo abaixo coloca coisas em perspectiva para os colegas sem muita imaginação.



A gente reclama que não existe um dia do homem, mas a gente não ouve gracinhas na rua todo dia. A gente não recebe 27% a menos de salário para realizar a mesma função que uma pessoa do sexo oposto. A gente não é julgado pela forma como nos vestimos ou pela forma do nosso corpo ou pela quantidade de pessoas com quem fomos pra cama. E mais importante, quando a gente sai na rua a gente não precisa ter medo de que alguma mulher vá nos seguir e nos forçar a transar com ela.

Então, quer agradar as mulheres? Comece por parar de ficar “elogiando” mulheres que você nem conhece pela rua. Pare de dizer para as mulheres se darem o respeito. Pare de julgar as mulheres pelas roupas que elas usam e pare de responsabilizar as mulheres pelas violências que nós cometemos. Nenhum comentário sobre um caso de violência contra uma mulher deveria começar com as palavras “Mas também”, “Mas olha só”, “Mas ela” ou “Mas”. Não é o comportamento da mulher que tem que ser analisado. Parem de ensinar seus filhos que “homem que é homem não chora” e comecem a ensiná-los que “homem que é homem respeita”

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