domingo, 12 de janeiro de 2014

Os Reacionários e os Tiozinhos do Boteco



Ultimamente me irrita muito ler posts nas mídias sociais. O motivo é a quantidade absurda de material recheado de informações equivocadas e desonestidade intelectual. Existe uma legião de intolerantes inundando as mídias sociais com seus preconceitos. Ou como eles gostam de dizer, seus "conceitos". Basta alguém inventar uma informação, incluir meia dúzia de argumentos senso comum e citar uma referencia "(Oliveira, 2009)" que eles se encarregam de passar aquilo adiante. Afinal, se Oliveira falou, desse ser verdade, né?

Eu não estou falando de gente humilde e de pouca instrução como aquele tiozinho frequentador do boteco perto da sua casa. Para o tiozinho tanto faz qual o partido do governo e quais leis estão sendo votadas. Se ele puder tomar a cachacinha dele em paz ele tá feliz. Não me entendam mal, isso é ruim para o Brasil. Mas não é dos tiozinhos dos botecos que eu estou falando. Eu estou falando de gente com instrução, gente com no mínimo um diploma de Bacharel.

É gente que vê tudo em preto e branco e não entende que na vida tudo são tons de cinza. Às vezes não é tão simples traçar a linha que separa a justiça da injustiça ou o ético do não ético.



A aversão ao debate é marca registrada desta legião 8 ou 80. Eles gostam de expressar suas opiniões e compartilhar suas gracinhas. Mas quando confrontados não conseguem justificar suas idéias com argumentos sólidos. Normalmente partem para o deboche, sua melhor estratégia. Afinal, se o Gentilli falou, deve ser verdade, né?





Se as pessoas não refletem antes de sairem propagando informação, o que temos é um problema de opinião pública. O resultado é uma quantidade ainda maior de pessoas votando em políticos que estão mais interessados em negar os diretos do próximo do que em garantir os direitos de seus próprios eleitores. Portanto, entre os reacionários e os tiozinhos do boteco, eu prefiro bater papo com os tiozinhos. Porque os tiozinhos não ajudam, mas também não atrapalham... tanto.


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